Tipos de editoras
















Editoras tradicionais:
Estas editoras irão receber o seu original para análise. A avaliação pode demorar 7 meses a um ano. Ou nem sequer irão lê-lo e responder-lhe, já que recebem milhares de originais para análise. 
Caso seja aceite, irão fazer um contrato consigo, poderão, dependendo dos termos do contrato, deter os direitos da obra por cinco anos ou mais (termos de exclusividade) e pagar-lhe 10% de royalties.   
 
Vantagens:                                                                                                                                
Você poderá ganhar mais destaque nas livrarias. As editoras ficam responsáveis pelo marketing, distribuição e riscos (custos). Poderá aumentar a sua reputação, entre outras coisas.                                                    

Desvantagens:                                                                                                                                   
É difícil para um jovem autor, sem reputação, ser aceite. Caso seja aceite e, a sua obra publicada, irá ganhar royalties reduzidas. A editora pode escolher o título e o design de capa, entre outros pormenores. Pode sugerir cortar ou modificar parágrafos do livro, perdendo assim a sua liberdade criativa. Algumas editoras enviam pagamentos (dos 10%) a cada seis meses; outras, menos honestas, dizem-lhe que não venderam quase exemplares nenhuns, ou que outros foram devolvidos pelas livrarias, inventando argumentos para não pagarem.
Há alguns anos, um autor teria mais facilidade para enviar espontaneamente a sua obra, por email, para fins avaliativos. Contudo, muitas editoras actualmente já só aceitam o seu livro se for apresentado por um agente literário contratado.


Autopublicação:                                                                                                                         
Conhecida também por co-publicação ou publicação indie. Neste caso, terá de investir na publicação e suportar os riscos financeiros (a editora arrisca zero). Muitas destas “editoras” vanity publishers, ou vanity press, não imprimem os livros, recorrendo sim a gráficas que o fazem (no Brasil, estas podem designar-se por editoras prestadoras de serviços, já nós preferimos trata-las por gráficas). Nos Estados Unidos, designam também este método por publicação empreendedora (entrepreneurial publishing). Vanity press – “vanity” significa vaidade em inglês. Estas editoras exploram assim a vaidade do criador, a necessidade de ser lido, reconhecido, amado.

Vantagens:                                                                                                                                             
O seu livro será publicado; aliás, você pagará por isso. Terá controlo total sobre a sua obra (título, capa, textos, ideias), as royalties podem chegar aos 90% e, será dono da sua criação a 100%. Se fizer uma boa pesquisa, poderá encontrar serviços editoriais acessíveis, freelancers e uma boa gráfica capaz de imprimir e distribuir a obra a preços acessíveis.

Desvantagens:                                                                                                                           
Terá de ser responsável por todo o marketing, promoção e venda do livro, embora existam plataformas online que facilitem estas tarefas. Pode acabar por cair nas garras de “editoras virtuais” que prometem mundos e fundos, mas cobram quase 2 mil euros.




Publicação híbrida (Hybrid publishing):                                                                                
É um fenómeno recente. Este termo define uma publicação “híbrida”, que mistura a publicação tradicional com a autopublicação. Uma responsabilidade “partilhada” entre autor e gráfica. Terá de investir uma parte do dinheiro para suportar a produção do seu livro. Algumas “editoras” não cobram inicialmente dinheiro, mas deduzem posteriormente as despesas das receitas de venda do seu livro.

Sem comentários:

Enviar um comentário